
Depois de fazer um show lotado no Solar de Botafogo em fevereiro, onde foi aplaudida de pé pelo público, gravar o programa Som Brasil da TV Globo, cujo tema é ‘Nordeste anos 70’ e retornar à cidade onde nasceu – Ouricuri, interior de Pernambuco, para uma série de apresentações, a cantora e compositora Nuria Mallena voltou ao Teatro para uma temporada de 5 semanas, com casa praticamente lotada todas as noites. Em breve a cantora sai em turnê pelo Brasil, levando as músicas de seu primeiro disco NU, agenciada pela Malagueta Entretenimento .
Enquanto trabalhava na pós produção do disco gravado na Toca do Bandido, Nuria Mallena chamou o tatuador Dani Tucci para ser seu diretor de arte. Juntos, elaboraram o design de seu site, assim como a capa do álbum. Gravaram o clipe de “Quando Assim”, sucesso na novela Cordel Encantado da Tv Globo em 2011, com a valiosa ajuda do fotógrafo francês Alex Bensimon.
No repertório da temporada, Nuria comete uma ousadia artística e toca todas as canções inéditas que estarão no disco, como “Cheiro de Chuva”, ”Na Beira”, “Solo em Companhia” e claro, seu maior sucesso “Quando Assim”, entre outras. As três músicas apresentadas no Som Brasil também farão parte: “Noturno” de Fagner, “Dona da Minha Cabeça” de Geraldo Azevedo e “Velha Roupa Colorida” de Belchior, sucesso na voz de Elis Regina. Sobe ao palco com a compositora a sua banda, formada pelos os músicos Christiaan Oyens (violão,lapsteel), Alex Rocha (baixo); Cássio Cunha (bateria) e Chico Chagas (acordeon e violão).
É como se uma lufada de ar fresco partisse do sertão pernambucano e cruzasse o país até chegar à beira-mar. E uma vez instalada no balneário cosmopolita que é o Rio de Janeiro se sentisse pronta para fazer o caminho de volta e ganhar o país novamente. Dona de um registro que mescla suavidade e potência, além de crueza e sofisticação em boa medida, Nuria Mallena carrega no corpo o despojamento da infância pé no chão saboreada na pequena Ouricuri, e na voz a combinação de uma mente conectada ao que de melhor a música popular brasileira produziu nas últimas décadas.
Tudo começou bem cedo. Aos 10 anos ela já deslizava os dedos pelo violão ao lado da irmã, tirando de ouvido o que a mãe riscava na vitrola. Foi com o sentimento de liberdade batucando no peito que aos 15 anos ela pousou em Recife. Na capital, repensou a vida e a carreira, antes de largar definitivamente as faculdades de relações públicas e direito para tomar as rédeas da música. Apontou a seta para o Sudeste, de mochila e violão nas costas. Desde 2005 radicada no Rio, Nuria agora dá forma ao seu primeiro álbum solo “nu”, um apanhado do que melhor ela produziu nos últimos anos, e que apenas alguns sortudos puderam conferir em suas muitas elogiadas apresentações pela noite carioca.
No disco, com previsão de lançamento para maio de 2012, Nuria ilumina as referências que a marcaram, mas deixa claro que tem firmeza e talento de sobra para recriar ao seu modo suas principais influências. Ao longo das onze faixas autorais o que se ouve é uma cantora segura e uma autora de facetas diversas, que emoldura baladas com tintas de rock, reggaes com acento pop, forrós azeitados com maracatu e uma infinidade de outras combinações. E, mesmo quando o disco ainda estava no forno, Nuria Mallena conseguiu emplacar a canção “Quando assim” na trilha da novela “Cordel encantado” como tema do casal Rei Augusto e Maria Cesária.
Gravado no estúdio “Toca do Bandido”, no Rio de Janeiro, o cd foi produzido por Álvaro Alencar e Bernardo Fonseca e conta com participações de músicos como Arthur Verocai, Christiaan Oyens, Bernardo Bosisio e muitos outros. Nos shows que ela faz pelo Brasil, sobem ao palco Christiaan Oyens (violão, guitarra e weissenborn), Mauricio Oliveira (baixo), Cássio Cunha (bateria) e Chico Chagas (acordeon e violão).
“O que me instiga é falar das relações humanas. E ao mesmo tempo que falo da rotina, do que acontece no dia a dia e na minha vida, sei que é importante poder me comunicar com qualquer um. Falo da estrada, da saudade que sentimos por estarmos sempre viajando, enfim, a música brota do que eu vivo. E é por isso que acho que o disco tem a minha cara, uma coisa bem misturada, como toda comida bem temperada”