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A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | X | ZSe viva fosse, a nossa homenageada teria completado 90 anos em 19/08/04.
Ela ficou conhecida como a ‘maior intérprete de Noel Rosa’.
O Acervo MPB de 22/08/04 apresentou: a vida e a obra de Aracy de Almeida (90 Anos).
Nascida em 19 de agosto de 1914, Aracy de Almeida começou a carreira cantando em igrejas do subúrbio do Rio de Janeiro, até ser levada para o rádio, na década de 30, por intermédio de Custódio Mesquita. Aracy fez fama como intérprete de sambas e realizou gravações antológicas.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com Feitiço da Vila, composição de Noel Rosa e Vadico.
Ao lado de Carmen Miranda, Aracy de Almeida foi, para muitos, a maior cantora de samba dos anos 30. Infelizmente, com o passar dos anos, não foi tão reverenciada como deveria.
Na década de 40, atuou com sucesso na famosa boate Vogue, em Copacabana.
Já em 1950 e 1951, Aracy gravou dois álbuns dedicados ao Poeta da Vila, Noel Rosa.
Mulher de personalidade forte, que falava o que queria. Assim foi Aracy de Almeida, um nome que eternizou muitos clássicos e que a música brasileira jamais poderá esquecer!
Ela definiu um estilo de cantar e, ao mesmo tempo, atraiu muito prestígio para a voz feminina interpretando o gênero que a consagrou. Foi com isso, também, que serviu de inspiração para diversas cantoras que surgiram nas gerações seguintes.
Araci Teles de Almeida tinha seis irmãos homens. Foi criada no Rio mas viveu por muitos anos em São Paulo. Trabalhou no rádio e até no cinema; em 1955, fez o filme Carnaval Em Lá Maior.
Poucos anos depois, lançou o LP Samba Em Pessoa, título que, aliás, ela ‘carregou’ por algum tempo. Na década de 60, Aracy de Almeida fez vários shows no Rio de Janeiro: Samba Pede Passagem, no Teatro Opinião; Conversa de Botequim, dirigido por Miéle e Bôscoli, entre outros.
Aracy de Almeida morreu, vítima de edema pulmonar, pouco antes de completar 74 anos. Foi no dia 20 de junho de 1988. Ela chegou a ficar dois meses em coma.
No final da vida, Aracy atuou como jurada de alguns programas, como A Buzina do Chacrinha e Show de Calouros (com Silvio Santos), que eram verdadeiros sucessos da televisão brasileira.
O diferencial da cantora, além da aparência nada simpática, era o fato de dar notas baixas a quase todos aqueles que se apresentavam.
Em seu recente CD, Eu Me Transformo Em Outras, Zélia Duncan lembra a cantora Aracy de Almeida.